Minha Experiência com o MUBI em 2025: Filmes, Impressões e Vale a Pena Assinar?
- Natália Rocha

- 16 de dez. de 2025
- 4 min de leitura

Por que decidi testar o MUBI?
Em 2025, finalmente comecei a explorar o MUBI, um streaming que sempre despertou minha curiosidade, mas que, em meio a tantas plataformas disponíveis, acabava ficando para depois. Como costumo dizer: “agora, temos muitas opções, possibilidades de filmes e outros conteúdos nos streamings para ver, mas o tempo é pouco, ou seja, o desafio é priorizar o que se deseja ver”. Por isso, promoções e testes gratuitos sempre me ajudam a decidir o que realmente vale a pena assinar.
Comecei o ano experimentando o MUBI com um valor promocional. Assinei por três meses, depois mais quatro, e em seguida consegui outra oferta que me garantiu seis meses de acesso, válidos até março de 2026. Neste período, assisti a seis filmes que marcaram minha jornada exploratória pela plataforma. A seguir, compartilho minhas impressões — e sim, alguns filmes já apareceram na minha coluna Nati no Sofá, mas aqui conto mais detalhes da minha experiência.
Minha experiência assistindo alguns filmes no MUBI
Cães de Aluguel (1992)

O primeiro filme que assisti foi ‘Cães de Aluguel’, dirigido por Quentin Tarantino. A lembrança que me levou a ele veio da época da faculdade, na Belas Artes, quando havia semanas inteiras dedicadas a assistir filmes de alguns atores, diretores, entre outros. Tarantino foi um dos primeiros que conheci de um jeito diferente, graças à faculdade — e isso mudou minha forma de ver cinema.
O filme acompanha seis criminosos, identificados apenas por pseudônimos, contratados para um assalto que acaba sendo uma emboscada armada pela polícia. O encontro em um armazém revela que alguém do grupo é o traidor, e a tensão cresce até que tudo explode de forma bem violenta — um estilo muito característico do diretor.
Mesmo sem ter visto todos os grandes sucessos de Tarantino, posso afirmar: Cães de Aluguel é direto, estiloso, violento e marcante.
Akira (1988)

Sempre via ‘Akira’ nas listas de cinema e assuntos relacionados a isso e, finalmente, entendi o motivo. Inspirado no mangá homônimo, o filme acontece em uma Neo-Tóquio reconstruída após uma explosão causada pelo poder psíquico de Akira.
Tetsuo, um jovem que ganha habilidades destrutivas ao se envolver com um experimento do governo, perde o controle rapidamente, colocando a cidade em risco. Seu amigo Kaneda tenta detê-lo enquanto militares e cientistas entram em desespero.
O mais impactante é que, no longa, Akira já está morto — seus restos existem apenas como objeto de estudo, um símbolo de medo e poder absoluto.
É um filme essencial para quem quer expandir sua visão para além do cinema estadunidense e conhecer narrativas mais ousadas e esteticamente ambiciosas.
O Que é Isso Companheiro? (1997)

Depois do Oscar, fiquei com mais vontade de ver e revisitar tudo o que Fernanda Torres já fez e essa jornada me levou a ‘O Que É Isso Companheiro?’, dirigido por Bruno Barreto.
O filme dramatiza o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969, realizado por grupos de esquerda que resistiam à ditadura militar brasileira. A narrativa acompanha toda a operação: preparação, execução, conflitos, repressão e consequências.
Alguns nomes e detalhes são ficcionalizados, mas a essência histórica está ali, firme e necessária.
Gosto especialmente de como o longa provoca reflexão sobre o período da ditadura — algo essencial para entendermos o presente e permanecermos atentos ao futuro.
Recomendo fortemente!
Harry e Sally: Feitos Um Para o Outro (1989)

Um clássico das comédias românticas que eu ainda não conhecia, mas em 2025 foi o momento de assistir. A história mostra Harry e Sally ao longo de doze anos, do primeiro encontro cheio de discordâncias até a descoberta de que sempre estiveram apaixonados um pelo outro.
O mais interessante é observar como esse filme serviu de referência para dezenas de rom-coms posteriores. É leve, divertido, inteligente e cheio de momentos icônicos.
Foi uma surpresa deliciosa e daquelas que dá vontade de rever várias vezes.
Feitiço da Lua (1987)

Outro filme encantador. ‘Feitiço da Lua’ apresenta Loretta Castorini (Cher), uma viúva pragmática que aceita se casar com Johnny (Danny Aiello). No entanto, tudo muda quando ela conhece Ronny (Nicolas Cage), o irmão apaixonado, intenso e dramático do noivo.
O filme é cheio de diálogos memoráveis, personagens carismáticos e reflexões sobre amor, escolhas e destino. Cher está absolutamente maravilhosa — e com razão ganhou o Oscar por esse papel.
Uma comédia romântica para aquecer o coração.
O Beijo no Asfalto (1981)

Mais um filme de Bruno Barreto na minha lista — coincidência total. Escolhi ao ver nomes como Tarcísio Meira, Christiane Torloni e Lídia Brondi no elenco.
Baseado na peça de Nelson Rodrigues, a história mostra como um gesto de compaixão — o beijo dado por Arandir (Ney Latorraca) num homem moribundo — se transforma em um escândalo público após ser distorcido por um jornalista sensacionalista. A partir daí, a vida de Arandir desmorona diante da hipocrisia e do moralismo da sociedade.
É um filme forte, necessário, que faz refletir sobre como as narrativas são manipuladas e como isso pode destruir vidas.
Minha avaliação geral do MUBI
Minha experiência com o MUBI foi extremamente positiva.O catálogo MUBI se destaca por:
Filmes clássicos e essenciais da história do cinema;
Obras autorais e premiadas;
Cinemas nacionais de diferentes países;
Curadoria cuidadosa e com propósito;
Interface simples e intuitiva;
Além disso, as promoções recorrentes fizeram toda a diferença. Consegui aproveitar longos períodos com valores acessíveis e explorar filmes que talvez nunca tivesse encontrado em outros streamings.
E sim, sigo sonhando com aquela ecobag azul do MUBI!
Conclusão: Vale a pena assinar o MUBI?
Se você gosta de cinema autoral, narrativas diferentes, clássicos, filmes internacionais e obras fora do circuito comercial, então o MUBI vale muito a pena.Mesmo que você assista a poucos filmes por mês, cada escolha ali tem peso, significado e uma curadoria que realmente direciona para experiências únicas.
Para quem está em dúvida, vale seguir minha dica:aproveite um período promocional e descubra se o streaming combina com seu estilo de cinema.
Eu certamente pretendo continuar explorando tudo o que o MUBI oferece — e torço por novas promoções ao longo de 2026!
OBS: Todos esses filmes foram indicados na minha coluna Nati no Sofá.




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